Desde 1945, René Spitz descreveu sob o nome de depressão anaclítica uma síndrome que ocorre durante o primeiro ano de vida e se segue ao afastamento (brutal e mais ou menos prolongado) da mãe, depois de a criança ter tido uma relação normal com ela. Perda da mímica, do sorrido, mutismo, anorexia, insónia, perda de peso ou atraso psicomotor global compõem o seu quadro clínico. Resultante de uma carência afectiva parcial, a depressão anaclítica é reversível e termina, na maioria dos casos, muito depressa, a partir do momento em que a mãe (ou o substituto materno) é restituída/o à criança.
Fonte: Dicionário enciclopédico da Psicologia, Edições Texto & Grafia
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