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O Senhor A., de 32 anos de idade, contabilista, discute frequentemente com os colegas sempre que estes utilizam o computador comum e deixam os papéis da secretária fora do lugar.
Atravessa um processo de divórcio alegando que a sua mulher era muito desorganizada, pois não arrumava a despensa nem as gavetas pela ordem adequada, recusando a insistência desta em terem uma criança antes de estarem reunidas todas as condições essenciais (12 anos de matrimónio).
Rodrigues, V.A. & Gonçalves, L. (2009). Patologia da Personalidade - Teoria, Clínica e Terapêutica (3ª ed). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
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Raymond é um homem com quarenta e dois anos que trabalha como arquitecto numa grande empresa. A sua atenção aos pormenores é bem conhecida. O seu chefe costuma dizer "Entreguem os desenhos ao Raymond. Se faltar um parafuso ele dá pelo erro". Infelizmente, a atenção que Raymond dá aos pormenores impede-o de levar a termo qualquer projecto seu. Além disso, nenhum dos arquitectos mais novos trabalha com ele, porque ele não os deixará expressar as suas ideias nos projectos. Ele insiste em que as suas directivas sejam rigorosamente respeitadas.
Apesar destes inconvenientes, a empresa aprecia Raymond pela sua devoção ao trabalho e estrema conscienciosidade. Já se habituaram às suas excentricidades, tais como a grande colecção de lápis partidos, pedaços de borrachas, minas partidas e sobrescritos usados. Contudo, a sua inflexibilidade limitou consideravelmente a sua evolução profissional na empresa.
Fauman, M.A. (2002). Guia de estudo para o DSM-IV TR. Lisboa: Climepsi.
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